Você já deve ter ouvido que o jejum intermitente ajuda a emagrecer. Mas será que ele é realmente eficaz para todo mundo?
Antes de aderir a qualquer estratégia alimentar da internet, é importante entender o que, de fato, é o jejum intermitente — e principalmente: se ele faz sentido para o seu corpo e sua rotina.
O que é jejum intermitente?
O jejum intermitente não é uma dieta, mas um protocolo alimentar. Ele consiste em alternar períodos definidos de alimentação com períodos de jejum (ou seja, de não ingestão calórica). Existem diferentes formatos — como o 16:8 (16 horas em jejum e 8 horas com alimentação), o 5:2 (cinco dias normais e dois com redução calórica), entre outros.
Esse tipo de estratégia pode trazer alguns benefícios quando bem indicado, como:
- Melhora da sensibilidade à insulina
- Redução de marcadores inflamatórios
- Controle do apetite e compulsões
- Estímulo ao metabolismo
Mas atenção: apesar dos possíveis efeitos positivos, o jejum não é uma solução mágica e, definitivamente, não serve para todos.
Quando o jejum intermitente pode ser útil?
Em um plano bem estruturado e com acompanhamento profissional, o jejum intermitente pode ser uma boa ferramenta em casos específicos, como:
- Resistência à insulina
- Compulsão alimentar noturna
- Metabolismo mais lento
- Pacientes que buscam uma reeducação do apetite com segurança
Mas é preciso deixar claro: o sucesso da estratégia depende da individualização. O que funciona para uma pessoa, pode não ser benéfico — e até ser prejudicial — para outra.
Quando o jejum não é indicado?
Existem situações em que o jejum intermitente não é recomendado. Entre elas:
- Transtornos alimentares (como compulsão ou anorexia)
- Gestantes ou lactantes
- Pessoas com hipoglicemia reativa
- Pacientes em estado de estresse crônico ou com distúrbios hormonais não tratados
Quando feito de maneira inadequada, sem suporte nutricional, o jejum pode causar queda de energia, irritabilidade, perda de massa muscular e desregulação hormonal — comprometendo justamente aquilo que você gostaria de melhorar: sua saúde.
Conclusão: jejum é estratégia, não regra
Jejum intermitente não deve ser encarado como moda ou atalho. É uma ferramenta nutricional, e como qualquer ferramenta, precisa ser usada da forma certa, por quem está preparado para ela.
Antes de seguir o que funcionou para um influenciador ou amigo, pergunte-se: essa estratégia foi pensada para mim, com base na minha saúde, rotina e objetivos?
Nutrição de verdade é individual. E quando personalizada, transforma resultados.
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